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  • 16 Maio 2019

    A Batalha de Monte Cassino foi uma das mais difíceis e sangrentas batalhas que determinaram o resultado da Segunda Guerra Mundial.

    Foi o quarto ataque das forças aliadas contra as tropas alemãs que controlavam a abadia beneditina   sobre a colina de Monte Cassino, na Itália. Terminou com a vitória do 2º Corpo Polaco que quebrou as linhas defensivas alemãs e abriu o caminho ao Exército Aliado para a libertação da Roma.

     

     

     

    Monte Cassino era a posição-chave do sistema alemão de fortificações na parte mais estreita da Península Italiana, chamada a Linha de Gustav. Na primeira metade de 1944 Monte Cassino testemunhou uma luta feroz entre as forças aliadas e tropas alemãs. Durante vários meses as tropas alemãs, que ocupavam posições fortes, rechaçavam os ataques dos Aliados. Três ataques sucessivos das forças americanas, britânicas, francesas, canadianas, sul-africanas, neozelandesas e indianas falharam.

     

     

     

    O Comandante dos Aliados, Oliver Leese, pediu ao general polaco Władysław Anders, o comandante do 2º Corpo Polaco, que se junte à batalha de Monte Cassino. General Anders concordou, acreditando que o envolvimento polaco comprovaria a solidariedade da Polónia para com as nações cuja liberdade foi, como no caso da Polónia, violada de forma flagrante pela Alemanha. No dia 11 de maio General Anders emitiu uma ordem histórica para os soldados do 2º Corpo:

     

     

     

    Soldados!

    A missão com que fomos confrontados trará uma glória mundial ao soldado polaco. Nestes momentos de prova, estaremos nos pensamentos e corações da nação polaca inteira. Os espíritos dos nossos companheiros de luta mortos irão nos apoiar.

    Que se desperte o leão nos vossos corações!

    Soldados – marchamos em frente com a divisa sagrada “Deus, Honra, Pátria” nos nossos corações, lembrando o ataque bandido da Alemanha contra a Polónia, as partilhas germano-soviéticas da Polónia, os milhares de cidades e vilas arruinadas, os assassínios e torturas infligidos aos nossos irmãos e irmãs, os milhões de polacos deportados para Alemanha como escravos, a dificuldade e a dor do nosso país, o nosso sofrimento no exílio, acreditando na justiça da Divina Providência.

     

     

     

    Após a luta sangrenta que demorou quase uma semana, a abadia foi conquistada. Mais uma zona de defesa alemã, chamada a Linha de Hitler, foi quebrada. Em 18 de maio a vitoriosa bandeira branca-vermelha foi hasteada na colina de Monte Cassino. O ataque custou vidas de 923 de soldados polacos, 2931 foram feridos e 345 desaparecidos para sempre.

     

     

     

    A Batalha de Monte Cassino foi um testemunho de bravura e sacrifício polaco. Sobretudo foi uma expressão de solidariedade para com as outras nações que lutavam contra o nazismo. A vitória polaca foi um momento crítico na história da Segunda Guerra Mundial. Ia também lembrar aos líderes ocidentais a necessidade de restaurar a independência da Polónia, na altura quando a União Soviética já tinha ocupado a metade do território polaco. Soube-se mais tarde que as decisões sobre o futuro da Polónia e as suas fronteiras já haviam sido feitas pelo Estaline, Roosevelt e Churchill durante a Conferência de Teerão em 1943 e posteriormente confirmados em Ialta.

     

     

     

    Depois da Guerra, foi criado na encosta da colina um cemitério polaco militar, que se tornou um santuário nacional.

     

     

    As batalhas de Monte Cassino foram comemoradas com a placa no Túmulo do Soldado Desconhecido em Varsóvia e com a inscrição na chama no Túmulo do Soldado Desconhecido em Cracóvia. Em 1999 foi inaugurado em Varsóvia um monumento em homenagem da batalha, perto da Rua de Władysław Anders e Parque Krasinski.

     

     

     

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